Os festivais mais conhecidos da Grécia: 12 eventos a não perder
Do Athens Epidaurus Festival ao Release Athens, ao Carnaval de Patras, ao Reworks e à Páscoa em Corfu: os 12 festivais mais conhecidos da Grécia, com uma dica.

A Suíça é pequena, montanhosa e multilingue, e os seus festivais refletem as três coisas: jazz à beira do lago de Genebra, techno em torno da baía de Zurique, cinema ao ar livre numa praça do Ticino e orquestras sinfónicas em Lucerna e em Verbier. Este guia apresenta os onze mais conhecidos, com o local e a altura em que decorrem, o que esperar de cada um e uma dica prática.
A cultura de festivais na Suíça é moldada pela geografia e pela língua. Com regiões de expressão alemã, francesa e italiana concentradas num país que se atravessa de comboio em poucas horas, o calendário mistura tradições em vez de seguir um único modelo nacional. A Romandia tem Montreux e o Paléo, os cantões germanófonos têm os seus grandes open-airs e a Street Parade, e o Ticino transforma a praça principal de Locarno num cinema ao ar livre todos os agostos. O verão é curto nos Alpes, por isso a maioria dos eventos concentra-se em junho, julho e agosto.
Duas coisas saltam à vista de quem visita. Primeiro, os cenários: uma encosta sobre Berna, um vale arborizado nos arredores de St. Gallen, uma marginal à beira-lago, um aeródromo entre dois lagos. Segundo, a organização: os festivais suíços são conhecidos por funcionarem muito bem, muitas vezes a cargo de associações sem fins lucrativos e de grandes equipas de voluntários, com excelentes transportes públicos, pagamento sem dinheiro e sinalética em várias línguas. Os bilhetes para os eventos mais procurados esgotam depressa, por isso planear conta. A lista que se segue está ordenada mais ou menos por notoriedade e mistura géneros de propósito.
O Montreux Jazz Festival é o festival mais conhecido da Suíça e um dos grandes nomes da música ao vivo em todo o mundo. Fundado em 1967 por Claude Nobs, começou como um pequeno evento de jazz e cresceu para duas semanas de julho que vão do jazz e do blues ao soul, ao rock, à música eletrónica e à pop. A sua reputação assenta na intimidade das salas e nas muitas atuações lendárias ali gravadas, uma herança que dá a cada concerto um ar de acontecimento.
O festival decorre à beira do lago de Genebra, com os Alpes a erguerem-se do outro lado da água. Os concertos principais, com bilhete, realizam-se nas salas do festival junto ao lago, enquanto os palcos gratuitos da marginal e do parque mantêm a cidade animada até tarde. As estrelas consagradas dividem o programa com artistas emergentes escolhidos nos concursos de talentos do próprio festival.
Dica: Os palcos gratuitos junto ao lago são a melhor porta de entrada se as salas principais estiverem esgotadas, e Montreux fica a menos de meia hora de comboio de Lausana.
O Paléo Festival é o festival de música ao ar livre mais conhecido da Suíça francófona e um clássico de todos os verões suíços. Fundado em 1976, enche seis dias de julho com rock, pop, chanson, hip-hop, música eletrónica e músicas do mundo em vários palcos. Gerido por uma associação sem fins lucrativos com uma grande equipa de voluntários, tem um ambiente caloroso e familiar que atrai gente de Genebra, de Lausana e de muito mais longe, e sabe-se que os bilhetes esgotam depressa.
O recinto é a Plaine de l'Asse, uma zona agrícola na colina sobre Nyon, entre Genebra e Lausana, com vista sobre o lago de Genebra até aos Alpes. Além dos palcos principais, o Village du Monde é dedicado a cada ano à música e à gastronomia de uma região diferente do mundo, e o recinto tem parque de campismo próprio. Os cabeças de cartaz internacionais partilham o programa com artistas suíços e francófonos.
Dica: Há autocarros de ligação a partir da estação de Nyon, e ficar no parque de campismo é a forma mais simples de aproveitar o programa da noite.
A Street Parade é o enorme desfile techno ao ar livre de Zurique, realizado desde 1992 num sábado de agosto. Carros com sistemas de som, os chamados Love Mobiles, percorrem lentamente a baía do lago enquanto quem dança enche os cais; nasceu como uma manifestação pelo amor, pela paz, pela liberdade e pela tolerância, e manteve esse lema desde então. É gratuita, colorida e ruidosa, e transforma por um dia a habitualmente discreta cidade financeira numa longa pista de dança.
O percurso segue a frente de água de Zurique e atravessa a Quaibrücke, entre a Bellevue e a Bürkliplatz, com palcos fixos ao longo do caminho e os Love Mobiles como pistas de dança em movimento. A música é eletrónica em todas as suas formas, do techno e do house ao trance e ao drum and bass, tocada por DJs internacionais a par de nomes suíços. As festas oficiais e não oficiais que se seguem mantêm os clubes da cidade cheios até domingo.
Dica: Os transportes públicos são a única forma sensata de chegar, e vale a pena consultar antes o mapa oficial, porque os cais fecham ao trânsito durante todo o dia.
O Locarno Film Festival, com origem em 1946, é um dos festivais de cinema mais antigos do mundo e realiza-se todos os agostos no cantão italófono do Ticino. O seu símbolo é o leopardo e o seu prémio maior o Pardo d'oro, mas para a maioria dos visitantes o festival significa uma coisa: as sessões ao ar livre na Piazza Grande, onde filas de cadeiras se voltam para um ecrã gigante sob as estrelas. O ambiente é descontraído e internacional, uma mistura de profissionais do setor e de gente em férias.
Locarno fica na margem norte do lago Maggiore, onde as palmeiras e os picos alpinos partilham a mesma vista. Para lá da Piazza Grande, os filmes a concurso e as retrospetivas passam nos cinemas da cidade, e a programação defende o cinema independente, de autor e de primeiras obras. No início do verão, a mesma praça acolhe os concertos Moon and Stars, por isso a piazza é palco em mais do que um sentido.
Dica: As sessões na Piazza Grande começam depois de escurecer, por isso chegue cedo para apanhar bom lugar e leve um casaco leve, porque as noites à beira do lago podem arrefecer.
O Lucerne Festival é um dos principais festivais de música clássica da Europa, fundado em 1938 com um concerto dirigido por Arturo Toscanini nos jardins da antiga casa de Richard Wagner, em Tribschen. O festival de verão vai de meados de agosto a setembro e traz grandes orquestras, maestros e solistas de todo o mundo às margens do lago de Lucerna. O ambiente é elegante mas aberto, com forte destaque para a música contemporânea e para jovens músicos ao lado dos nomes famosos.
O coração do festival é o KKL Luzern, a sala de concertos desenhada por Jean Nouvel mesmo ao lado da estação e do lago, com uma acústica elogiada pelos músicos. Predominam as orquestras sinfónicas e os agrupamentos de câmara, mas o programa inclui também recitais, concertos de fim de noite e eventos gratuitos ao ar livre na cidade. A orquestra do próprio festival e a sua academia para jovens instrumentistas dão-lhe uma identidade distinta.
Dica: Os concertos das grandes orquestras convidadas esgotam cedo, mas os lugares mais baratos e os eventos gratuitos tornam o festival acessível sem um grande orçamento.
O Basler Fasnacht é o carnaval mais conhecido da Suíça e não se parece com nenhum outro na Europa. Começa às quatro da manhã da segunda-feira a seguir à Quarta-Feira de Cinzas, com o Morgestraich: as luzes do centro histórico apagam-se e longas colunas de tocadores de flautim e de percussionistas marcham no escuro atrás de lanternas pintadas. Durante três dias, os «drey scheenschte Dääg», a cidade pertence às cliques, aos seus versos satíricos e às bandas de sopros conhecidas como Guggenmusik. A UNESCO inscreveu-o como património cultural imaterial.
Acontece nas ruas do centro histórico, nas duas margens do Reno, com os cortejos da tarde, o Cortège, a serpentear pelo centro na segunda e na quarta-feira. Quem atua são membros das cliques locais e das bandas de Guggenmusik, e não artistas contratados, e quem vem de fora assiste em vez de se mascarar. Os confetes, chamados Räppli, a tradicional sopa de farinha e a tarte de cebola fazem parte do ritual.
Dica: Agasalhe-se bem para o Morgestraich, deixe o disfarce em casa e nunca se meta no meio de uma clique em marcha, porque as ruas são delas.
O OpenAir St.Gallen é o festival de rock suíço por excelência, realizado todos os verões desde 1977 na viragem de junho para julho. Vários dias de rock, indie, pop, hip-hop e música eletrónica atraem um público jovem de todo o país, e o festival é tão famoso pelo ambiente como pela música: a chuva é frequente, o prado transforma-se em lama e escorregar nela tornou-se parte da tradição. É um open-air no sentido pleno da palavra.
O recinto é o Sittertobel, um vale arborizado do rio Sitter nos limites de St. Gallen, onde o parque de campismo e os palcos ficam juntos numa concha natural. Os palcos principais e as tendas mais pequenas recebem cabeças de cartaz internacionais e uma forte seleção de bandas suíças, com o público espalhado pelas encostas. O vale faz com que pareça longe da cidade, embora o centro fique a poucos minutos de autocarro.
Dica: Leve botas de borracha, faça o tempo que fizer, e reserve o campismo juntamente com o bilhete, porque o vale esvazia-se devagar à noite.
O Gurtenfestival decorre no Gurten, a colina arborizada a que Berna chama a sua montanha local, e desde 1977 é o ponto alto do verão da capital. Ao longo de vários dias de julho leva pop, rock, indie, hip-hop e música eletrónica a um recinto com vista sobre a cidade, sobre o rio Aar e, em dias limpos, sobre os Alpes berneses. O ambiente é descontraído e misturado: estudantes, famílias e quem sobe da cidade logo a seguir ao trabalho.
A rigor, a colina fica no município de Köniz, mas o festival é bernês de alto a baixo, e chega-se lá pelo funicular Gurtenbahn, a partir de Wabern, ou a pé pelo bosque. Palcos de vários tamanhos espalham-se pelo planalto, e o cartaz junta nomes internacionais ao melhor da cena suíça, em alemão e em francês. Muitos visitantes sobem todos os dias, por isso o festival parece um prolongamento das noites de verão da cidade.
Dica: O funicular enche à hora de fecho, por isso conte com mais tempo ou desça a pé pelo bosque até Wabern, de onde partem elétricos e comboios para a cidade.
O Openair Frauenfeld é o festival de hip-hop mais conhecido da Suíça e um dos eventos do género mais conhecidos da Europa. Todos os julhos, o Grosse Allmend, em Frauenfeld, no cantão da Turgóvia, enche-se de público jovem para vários dias de rap, trap e R&B dos Estados Unidos, do Reino Unido, da Alemanha e da Suíça. Cresceu a partir de um open-air generalista de rock até se tornar um evento especializado, e o seu ambiente é ruidoso, sociável e dominado pelo campismo.
O Allmend é um grande campo aberto nos limites da cidade, com um palco principal, um segundo palco e um parque de campismo enorme que é um festival dentro do festival. Frauenfeld fica a uma curta viagem de comboio de Winterthur e de Zurique, por isso atrai visitantes de toda a Suíça germanófona e do sul da Alemanha. Para rappers e DJs de hip-hop, é um dos palcos suíços de maior prestígio.
Dica: É no campismo que a maioria passa o fim de semana, por isso chegue cedo no primeiro dia para escolher um bom lugar.
O Verbier Festival leva música clássica do mais alto nível a uma estância de esqui no alto dos Alpes do Valais, durante cerca de duas semanas entre o final de julho e o início de agosto. Fundado em 1994, tornou-se um dos festivais de verão mais respeitados da Europa, conhecido pelos solistas de topo que ali se juntam para tocar música de câmara e por uma academia em que jovens músicos estudam ao lado deles. O ambiente é informal para um evento de música clássica, com concertos numa sala de tenda e músicos a conviver na aldeia.
Verbier fica bem acima do Val de Bagnes, e a sala principal, a Salle des Combins, é um grande espaço temporário com vista para as montanhas. Os concertos sinfónicos das orquestras do festival alternam com recitais e concertos de câmara na igreja da aldeia, e muitos eventos são gratuitos ou ao ar livre. A Verbier Festival Orchestra e a Junior Orchestra são formadas por jovens instrumentistas vindos de todo o mundo.
Dica: Sion é o nó ferroviário mais próximo; a partir daí, é comboio até Martigny e Le Châble e depois teleférico ou autocarro até à estância.
O Greenfield Festival é a casa suíça do rock, do metal e do punk, realizado todos os junhos em Interlaken, no Oberland bernês. Enquanto a maioria dos open-airs suíços mistura géneros, o Greenfield aposta nas guitarras, com um cartaz que vai do heavy metal clássico e do hardcore ao alternativo e ao punk rock, e o público é, em conformidade, fiel, tatuado e bem-disposto. Vários dias no fundo plano do vale, o campismo ao lado e as montanhas em redor dão-lhe um ambiente muito próprio.
O recinto é o aeródromo de Interlaken, uma antiga pista militar entre o lago de Thun e o lago de Brienz, com o maciço da Jungfrau à vista nos dias limpos. Os palcos ficam próximos uns dos outros na pista, por isso é fácil andar entre eles, e o campismo estende-se à vista dos cumes. Os cabeças de cartaz internacionais encabeçam o programa, com bandas suíças e alemãs a preencher as tardes.
Dica: Interlaken fica a menos de uma hora de comboio de Berna e a metade disso de Thun, e o aeródromo está a distância de caminhada da estação de Interlaken Ost.
Os festivais suíços fecham os programas cedo, sobretudo através de programadores internos e de agências, e os maiores nomes são confirmados ainda no inverno. Para artistas em início de carreira, o caminho realista passa pelos palcos mais pequenos: os palcos secundários do Gurten, de St. Gallen e do Paléo, os programas de novos talentos dos grandes festivais e as festas de cidade, os open-airs de aldeia e os eventos de rua de verão que contratam todos os anos bandas locais, DJs e artistas de rua. Um perfil no EuroActs com categoria, cidade e área de atuação ajuda esses programadores a encontrar DJs, bandas e espetáculos nas três regiões linguísticas.
Quem organiza festivais mais pequenos, feiras locais, festas de verão de empresas e eventos de cidade por toda a Suíça enfrenta a mesma tarefa todos os anos: encontrar bons artistas depressa e dentro do orçamento, muitas vezes em mais do que uma língua. No EuroActs, artistas e espaços indicam a categoria, a localidade e a área de atuação, e os organizadores contactam-nos diretamente, sem comissão nem agente pelo meio, para que o orçamento vá para o palco e não para o intermediário.
Depende da forma de contar. O Paléo Festival, em Nyon, é geralmente apontado como o maior open-air com bilhete, enquanto a Street Parade, em Zurique, é um evento gratuito de um só dia que enche um centro de cidade inteiro e é difícil de comparar com um festival de vários dias. Em fama internacional, o Montreux Jazz Festival vem em primeiro lugar, e entre os eventos tradicionais o Basler Fasnacht não tem rival.
Sobretudo de junho a agosto. O OpenAir St.Gallen e o Greenfield abrem a época ao ar livre em junho, julho é o mês mais cheio, com Montreux, o Paléo, o Gurten e Frauenfeld, e agosto traz a Street Parade, Locarno e o Lucerne Festival, que se prolonga por setembro. Fora do verão, o Basler Fasnacht ocupa três dias em fevereiro ou março, e os meses de inverno pertencem aos concertos em sala e aos eventos de clube nas cidades.
Não. Os festivais na Suíça estão habituados a um público internacional, e os sites, a sinalética e as equipas funcionam em geral também em inglês, além da língua local. Ajuda saber em que região linguística se está: alemão em Zurique, Berna, Basileia, Lucerna e St. Gallen, francês em Montreux, Nyon e Verbier, italiano em Locarno. De qualquer forma, os anúncios de palco são muitas vezes em inglês.
Com facilidade. A rede ferroviária suíça chega a quase todas as cidades com festival, a maioria dos eventos tem autocarros de ligação ou fica a distância de caminhada de uma estação, e o Gurtenfestival tem mesmo o seu próprio funicular. Alguns festivais oferecem bilhetes combinados com transportes públicos, por isso veja a página de viagem do organizador antes de comprar em separado. O estacionamento é limitado na maioria dos recintos, e os grandes eventos desencorajam ativamente a chegada de carro.
Comece por baixo e pela sua região. Os grandes festivais contratam através de agências e de programadores que acompanham o circuito de clubes, os palcos secundários e os programas de novos talentos dos eventos maiores, por isso um bom historial ao vivo na Suíça conta. As festas de cidade, os open-airs de localidades mais pequenas, os carnavais e os mercados de Natal contratam muitíssimos artistas de forma direta. Um perfil online claro, com vídeos, categoria e área de atuação, como um perfil no EuroActs, torna esse primeiro contacto mais fácil.
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