Os festivais mais conhecidos da Dinamarca: 10 eventos a não perder
De Roskilde e Smukfest a Copenhell e ao Copenhagen Jazz: os 10 festivais mais conhecidos da Dinamarca, com onde, quando, género e uma dica para cada um.

O verão de festivais da Hungria vai de uma ilha no Danúbio às praias do lago Balaton, dos pátios das aldeias do Alto Balaton à praça da catedral de Szeged. Este guia apresenta os dez festivais mais conhecidos do país, com onde e quando se realizam e uma dica prática para cada um.
A cultura de festivais na Hungria tem raízes profundas e um ritmo marcadamente estival. A época ganha força em junho, atinge o auge em julho e agosto e encerra por volta de 20 de agosto, o feriado nacional, quando cidades de todo o país organizam concertos, desfiles e fogo de artifício. Budapeste é o centro natural, mas muitos dos eventos mais conhecidos acontecem deliberadamente noutros lugares: na margem sul do lago Balaton, nas margens do Tisza em Szeged ou num conjunto de aldeias do Alto Balaton.
A variedade é maior do que os visitantes costumam esperar. O Sziget fez de Budapeste uma capital internacional de festivais, e o Balaton Sound e o O.Z.O.R.A. fizeram o mesmo pela música eletrónica, mas a pop e o rock em língua húngara continuam a ser o coração da cena. Festivais como o Strand, o SZIN e o Fishing on Orfű são construídos em torno de artistas nacionais, e uma multidão húngara a cantar em coro com uma banda que poucos estrangeiros conhecem é uma das experiências mais memoráveis que um festival aqui pode oferecer.
Na prática, a Hungria é um país fácil para ir a festivais. A maioria dos recintos é acessível de comboio a partir de Budapeste, os bilhetes vendem-se online com antecedência, o pagamento sem dinheiro é a norma nos grandes eventos e o inglês funciona bem no local. O verão é quente e seco, por isso sombra e água importam mais do que roupa para a chuva. A lista abaixo está ordenada aproximadamente por notoriedade e mistura deliberadamente pop, eletrónica, rock, clássica, folk e eventos de rua.
O Sziget é o festival que colocou a Hungria no mapa internacional. Começou em 1993 como Diáksziget, um evento estudantil, e cresceu até se tornar uma cidade de música, teatro, circo e arte que dura uma semana numa ilha do Danúbio. O ambiente é internacional e jovem, com visitantes de toda a Europa a acampar lado a lado, e o programa vai muito além do palco principal: músicas do mundo, jazz, cabaré, teatro e arenas de música eletrónica noite dentro decorrem em paralelo.
O recinto é a Óbudai-sziget, uma ilha arborizada no norte de Budapeste, acessível de comboio suburbano, de barco ou a pé pela ponte K. Lá dentro, o festival funciona como uma cidade temporária, com parques de campismo, praias, ruas de comida e dezenas de palcos. O cartaz mistura cabeças de cartaz internacionais de pop, rock e hip-hop com nomes da eletrónica e um amplo programa cultural.
Dica: A maioria dos visitantes acampa na ilha toda a semana, mas um bilhete diário e o comboio suburbano HÉV a partir de Batthyány tér tornam fácil experimentar o Sziget a partir de um hotel na cidade.
O Balaton Sound é o festival de música eletrónica ao ar livre mais conhecido da Hungria e um dos mais glamorosos. Lançado em 2007 pela equipa por trás do Sziget, trouxe house, techno e big-room para uma praia do lago Balaton e depressa se tornou presença fixa do início do verão europeu. O ambiente é solarengo e hedonista: banhos de dia, barcos ancorados ao largo e dança na areia à noite.
O festival realiza-se em Zamárdi, na margem sul do lago Balaton, a poucos quilómetros de Siófok, a estância mais animada do lago. Os palcos ficam diretamente na praia e ao lado dela, por isso a água nunca está a mais do que uma curta caminhada. DJs e produtores internacionais dominam o cartaz, com artistas húngaros de eletrónica nos palcos mais pequenos.
Dica: Zamárdi tem estação própria na linha ferroviária da margem sul a partir de Budapeste, e a vizinha Siófok tem muito mais alojamento, a uma curta viagem de comboio ou de táxi.
O Művészetek Völgye, o Vale das Artes, é um festival diferente de qualquer outro na Hungria. Fundado em 1989 pelo músico István Márta, toma conta da aldeia de Kapolcs e das aldeias vizinhas durante dez dias todos os verões, enchendo pátios, celeiros, igrejas e jardins com concertos, teatro, leituras, exposições e oficinas. O ambiente é suave e rural, mais do que ruidoso: famílias, artistas e gente da cidade passeiam de pátio em pátio desde a manhã até bem depois da meia-noite.
O cenário é um vale verde no Alto Balaton, a norte do lago Balaton, no condado de Veszprém, com Kapolcs ao centro e Vigántpetend e Taliándörögd como as outras aldeias principais. Folk e músicas do mundo, jazz, concertos de câmara, cantautores, teatro de marionetas e artistas de rua partilham o cartaz com alguns nomes húngaros de maior dimensão no palco principal, e mercados de artesanato enchem as ruelas entre eles.
Dica: O alojamento nas aldeias é escasso e esgota cedo, por isso reserve com bastante antecedência ou fique junto ao lago Balaton, e conte com muitas caminhadas entre pátios.
O Strand Fesztivál é a grande festa de fim de verão no lago Balaton e, para muitos húngaros, o último fim de semana prolongado das férias. Começou em 2013 e depressa se tornou um dos festivais pop mais conhecidos do país, construído em torno das estrelas nacionais da pop, do rock, do rap e da música eletrónica húngara, com cabeças de cartaz internacionais ao lado. O ambiente é jovem, descontraído e virado para a praia: de dia na água, ao fim da tarde em frente ao palco principal enquanto o sol se põe sobre o lago.
Usa a mesma praia de Zamárdi que o Balaton Sound, na margem sul perto de Siófok, mas no final de agosto em vez do início do verão, e com um sabor muito mais húngaro. Conte com vários palcos, uma forte presença dos artistas que dominam a rádio húngara, DJ sets pela noite dentro e um parque de campismo perto da água.
Dica: Mesmo no fim da época o lago está na sua temperatura mais quente, mas também a procura de camas em Zamárdi e Siófok, por isso reserve cedo ou acampe no recinto.
O SZIN, os Dias da Juventude de Szeged, é um dos festivais mais antigos da Hungria, realizado pela primeira vez em 1968. Hoje é um grande festival pop de fim de verão que encerra a época no sul do país, com um cartaz misto de cabeças de cartaz húngaros, artistas internacionais, palcos de eletrónica e muita energia estudantil vinda da universidade da cidade. O ambiente é caloroso e sem pretensões, e para muita gente da região é o festival do ano.
O recinto é o Partfürdő, a praia fluvial na margem de Újszeged do Tisza, em frente ao centro da cidade e a uma curta caminhada pela ponte desde a praça da catedral. Palcos, parque de campismo e rio ficam todos perto uns dos outros. Pop, rock e rap dominam o palco principal, enquanto os palcos mais pequenos cobrem música eletrónica, cantautores e bandas locais.
Dica: Szeged tem comboios diretos de Budapeste e o recinto fica em frente ao centro, por isso um dia de festival combina-se facilmente com uma noite numa das cidades mais bonitas da Hungria.
O Fishing on Orfű é o festival da própria cena rock húngara. Fundado em 2008 por músicos da banda 30Y, de Pécs, concentra-se deliberadamente em bandas húngaras, de nomes consagrados a estreantes, e tornou-se o lugar onde a cena alternativa e rock nacional se encontra com o seu público todos os junhos. O ambiente é íntimo e fiel: muitos visitantes voltam todos os anos, acampam nos mesmos sítios e sabem a maioria das bandas de cor.
O cenário é Orfű, uma pequena aldeia de veraneio nas colinas de Mecsek, a uma curta viagem de carro a norte de Pécs, onde o festival ocupa os prados e bosques à beira do lago de Pécs. Os palcos vão do grande palco principal ao ar livre a pequenas tendas e uma zona junto ao lago, e o programa é rock, indie, punk, folk-rock e cantautores, quase inteiramente em húngaro.
Dica: Orfű é pequena, por isso a maioria dos visitantes acampa no recinto, e os autocarros regulares a partir de Pécs são a forma mais simples de chegar sem carro.
O O.Z.O.R.A. é o lendário encontro de trance psicadélico da Hungria e um dos festivais mais conhecidos do género na Europa. Nasceu de uma festa organizada para o eclipse solar total de 1999 e realiza-se como festival anual desde 2004, durando agora cerca de uma semana e atraindo um público internacional dedicado de dançarinos, artistas e viajantes. O ambiente está mais próximo de uma aldeia temporária do que de um evento comercial: palcos decorados, instalações de arte, oficinas, palestras e uma pista principal que funciona do anoitecer até bem depois do amanhecer.
Realiza-se em terrenos agrícolas ondulados nos arredores da aldeia de Ozora, no condado de Tolna, no meio da Transdanúbia, aproximadamente entre o lago Balaton e o Danúbio. DJs e atuações ao vivo de psytrance, progressive e ambient enchem o palco principal e as zonas de chill-out, a par de teatro, circo, cinema e conferências. O recinto é remoto, e é exatamente essa a ideia.
Dica: Ozora fica longe de qualquer linha ferroviária, por isso viaje de carro ou num dos autocarros organizados para o festival a partir de Budapeste, e leve tudo o que precisa para acampar no calor do pleno verão.
O Festival ao Ar Livre de Szeged é o grande palco de verão da Hungria para ópera, opereta, musicais, teatro e dança. Realizado pela primeira vez em 1931 em frente à Igreja Votiva, é um dos festivais mais antigos do género na região e continua a ser o ponto alto cultural do verão de Szeged. O ambiente é festivo e elegante: noites quentes, a fachada monumental da catedral como pano de fundo e produções com grandes elencos, orquestras e coros.
Os espetáculos decorrem num grande palco temporário construído todos os verões na Dóm tér, a praça da catedral no coração de Szeged, com bancadas em socalcos viradas para a igreja. Cantores de ópera húngaros e internacionais, elencos de teatro musical, companhias de ballet e orquestras atuam ao longo de julho e agosto, num repertório que vai das óperas clássicas aos musicais populares.
Dica: Os espetáculos começam depois de escurecer para manter o palco na sombra, por isso um fim de tarde nos cafés de Szeged faz parte do ritual, e um casaco leve ajuda no final tardio.
O Festival da Primavera de Budapeste é um dos festivais de artes mais antigos e prestigiados da capital, fundado em 1981 e realizado todas as primaveras. Ao longo de algumas semanas apresenta música clássica, ópera, dança contemporânea, jazz, músicas do mundo, teatro e exposições em salas de toda a cidade, com orquestras e solistas de nível internacional ao lado do melhor da cena húngara. O ambiente é o de uma cidade a celebrar o fim do inverno.
As salas estão espalhadas pela cidade, das grandes salas de concerto e teatros a igrejas, museus e salas mais pequenas, por isso o festival funciona também como uma visita aos mais belos interiores da cidade. O programa inclina-se para a música clássica e a clássica contemporânea, com uma parte significativa de jazz, folk e projetos que cruzam géneros.
Dica: Os bilhetes para os concertos principais esgotam cedo, por isso reserve com antecedência, mas o festival inclui também muitos concertos mais pequenos, fáceis de encaixar entre visitas turísticas.
Os festivais húngaros são programados pelas suas próprias equipas de programação e por um punhado de agências. A cena em língua húngara é forte e autossuficiente, por isso os artistas nacionais enchem os palcos principais, enquanto os nomes internacionais chegam através de agências e do circuito de showcases; o Budapest Showcase Hub é o ponto de encontro entre programadores da região e novos artistas. Dias da cidade, celebrações de 20 de agosto, festas do vinho e das vindimas e mercados de Natal contratam todos os anos muitos artistas locais. Os perfis no EuroActs ajudam esses organizadores a encontrar DJs, bandas e artistas por cidade, categoria e área de atuação.
Para organizadores de festivais mais pequenos, dias da cidade, feiras de aldeia e eventos de empresa ou casamentos, a questão prática é como encontrar bons artistas depressa. No EuroActs, artistas e espaços estão listados com a sua categoria, localização e área de atuação, e os organizadores contactam-nos diretamente, sem comissão nem intermediários. Assim, o orçamento fica onde deve ficar: com os artistas em palco.
O Sziget, em Budapeste, é de longe o mais conhecido e o mais internacional: um evento multigénero de uma semana numa ilha do Danúbio que atrai visitantes de toda a Europa. O Balaton Sound, o Strand Fesztivál e o SZIN são os outros grandes festivais de pop e eletrónica de vários dias, e o Carnaval das Flores de Debrecen reúne multidões muito grandes num único dia, embora um desfile de rua seja difícil de comparar com um festival com bilhete.
A época principal vai de junho ao final de agosto. O Fishing on Orfű abre o verão em junho, o Balaton Sound tem tradicionalmente seguido na viragem de junho para julho, o Vale das Artes chega no final de julho, e agosto traz o Sziget, o O.Z.O.R.A., o Carnaval das Flores a 20 de agosto, e o Strand Fesztivál e o SZIN nas últimas semanas. O Festival da Primavera de Budapeste, em abril, e os festivais de artes e de vinho do outono na capital alargam o calendário nas duas pontas.
Dois dos festivais mais conhecidos do país partilham a praia de Zamárdi, na margem sul: o Balaton Sound no início do verão, com um cartaz de eletrónica, e o Strand Fesztivál no final de agosto, sobretudo com pop húngara. A norte do lago, o Vale das Artes enche as aldeias do Alto Balaton com folk, jazz e teatro na segunda metade de julho, e as estâncias balneares organizam os seus próprios concertos de verão e eventos de vinho.
O Balaton Sound é a escolha óbvia para house, techno e dance mainstream na praia, enquanto o O.Z.O.R.A., perto da aldeia de Ozora, é um mundo à parte para o psytrance e a cultura psicadélica. O Sziget dedica várias grandes arenas à música eletrónica durante toda a semana, e tanto o Strand como o SZIN têm palcos de DJs que funcionam até tarde. Os clubes e os ruin pubs de Budapeste mantêm a cena viva o resto do ano.
A maioria dos festivais é programada pelas suas próprias equipas e por agências, por isso uma presença profissional conta: um perfil claro, bons vídeos ao vivo, uma lista honesta de espetáculos anteriores e uma área de atuação realista. Showcases como o Budapest Showcase Hub, concursos de talentos ligados aos grandes festivais e os festivais regionais e eventos municipais mais pequenos são os primeiros passos habituais. Um perfil no EuroActs torna um artista encontrável precisamente por esses organizadores locais.
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